terça-feira, 8 de dezembro de 2015

# Pieces Of Life #21

Gosto de criar novos projectos de fotografia. Criar algo novo, de raiz. Há duas semanas pensei nas texturas que a natureza nos oferece e nos pormenores que nos vão escapando no dia-a-dia. 

E assim nasceu o projecto "Texturas."

Esta é a primeira parte deste projecto!







segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

# Natal a caminho!!

A altura mais bonita do ano aproxima-se a passos largos!
Por aqui, o Natal é preparado com alguma antecedência. Não gostamos de deixar tudo para a última hora nem de passar horas em filas quase intermináveis. A ideia é sempre antecipar os preparativos.

O Natal por aqui está em pleno andamento. 

E por aí? Apostam em fazer algumas coisas antes ou são mais de última hora?


                  
                  Decorações natalícias escandinavas

domingo, 6 de dezembro de 2015

Amor e Outras Coisas (capítulo oito)

Amor e Outras Coisas (capítulo um)
Amor e Outras Coisas (capítulo dois)
Amor e Outras Coisas (capítulo três)
Amor e Outras Coisas (capítulo quatro)
Amor e Outras Coisas (capítulo cinco)
Amor e Outras Coisas (capítulo seis)
Amor e Outras Coisas (capítulo sete)


Rafael estava junto de Mariana. Podia ser qualquer Mariana que tivesse acabado de conhecer mas era a Mariana que já lhe era conhecida, a amiga de Leonor que nascera no Luxemburgo e se mudara há algum tempo para a Suíça. O tempo passara e a rapariga tímida de há uns anos mudara bastante.

“Mariana, não acredito que me mentiste. Podias ter-me dito logo quem eras.”
“Eu sei. Mas se te dissesse que era a Mariana, a amiga da Leonor, do Luxemburgo, tu ias lembrar-te de tudo o que aconteceu.”

“Ao menos saberias que eu detesto mentiras e segredos.”
“Mas perdoas-me? Não foi por mal.”
“Perdoar, sim, mas estou desiludido contigo na mesma. Eu e a Leonor. Conta-me tudo. Porque é que nos tentaste separar? Mais do que uma vez.”

Desenterrar o passado nem sempre é tarefa fácil e pela reacção dela, estava a ser particularmente difícil para Mariana abrir o coração. Rafael ansiava por algo. Mariana não se decidia e permanecia em silêncio, sem olhar para ele. Um silêncio ensurdecedor que o oprimia a cada segundo que passava.

“É assim tão difícil falares sobre o que aconteceu? As palavras saíam-lhe assim, sem filtros, tortas e pouco trabalhadas. Rafael procurava respostas mas Mariana tardava em responder, o que o deixava impaciente.
“Eu admito. Nunca quis que ficasses com a Leonor. Não mesmo.”
“Mas porquê? O que fiz eu de errado?”

“Tu? Nada. Pelo contrário. Eu via a felicidade dela e tinha ciúmes. Ciúmes terríveis. Sempre me senti assim quando vos via.”
“Isso quer dizer o quê? Que tinhas sentimentos por mim?”
“Não, eu nunca tive sentimentos por ti. Era uma estranha rivalidade que eu tinha com ela. Chama-lhe o que quiseres mas foi o que aconteceu. Eu queria-te nessa altura porque não te poderia ter.”

“Foi tudo um jogo? Enganaste-me? Aquela noite, na festa da Patrícia, na semana passada foi mais uma brincadeira tua?”
“No passado foi um jogo. Mas a semana passada foi real. Não te enganei, foi verdadeiro. Gosto mesmo de ti. Agora sim, tenho sentimentos por ti. Fortes.”
“Não acredito no que estás a dizer… mentiste-me uma vez e estás a enganar-me novamente. Tens prazer em partir o coração dos outros?”

“Estás a confundir as coisas. O passado é o passado. Hoje é tudo diferente. Sou uma mulher diferente. Eu mudei. Já me deixei de jogos e mentiras. Essa Mariana desapareceu, acredita.”
“Ouve, daqui a nada já cá não estou. Vou-me embora assim que me contes tudo. E a Rita? Onde fica ela nesta história toda?”

“Nunca imaginei que trocasses a Leonor pela Rita mas sabia que vocês não iam durar muito tempo. Mais cedo ou mais tarde serias meu. E aqui estás tu. Aqui comigo.”
“Não por muito mais tempo, acredita. És falsa. Não sei como me deixei levar. Nem acredito como não te conheci e ainda me senti fascinado por ti.”

“O passado é o passado, Rafael. Sou uma mulher diferente. Eu amo-te e quero-te para mim.”
“Mas eu não te quero. Não depois de saber de tudo.”
“Eu mudei, Rafael. Acredita.”
“Mariana, desculpa-me mas ninguém muda assim tanto. Adeus.”
“Espera… por favor."

Mas Rafael não esperou. Levantou-se, virou as costas e nunca mais se encontrou com Mariana. Sentia-se em choque com tudo o que ouvira. Agora só queria falar com uma pessoa. Apenas ela. Rafael só queria ouvir uma voz familiar. A voz dela. Não queria mais nada. 

Ou ela ou o silêncio.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Apetece-me!

...Ouvir algo diferente! 

Frank Sinatra é conhecido mundialmente como "A Voz" ou "The Voice" muito pelo tom inconfundível e também por ninguém se ter aproximado do seu génio. Para mim, é uma descoberta, a cada minuto e a cada segundo.

Sinatra é cada vez mais, um dos meus artistas favoritos! Deixo-vos aqui um óptimo som para este fim-de-semana que se aproxima!

Bom weekend! Divirtam-se!



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Amor e Outras Coisas (capítulo sete)

Amor e Outras Coisas (capítulo um)
Amor e Outras Coisas (capítulo dois)
Amor e Outras Coisas (capítulo três)
Amor e Outras Coisas (capítulo quatro)
Amor e Outras Coisas (capítulo cinco)
Amor e Outras Coisas (capítulo seis)


Passava pouco das seis da tarde quando Rafael lá chegou. A tarde ia-se pondo e o céu, indiferente a tudo o que se ia passando cá em baixo, mergulhava decidido em tons de um amarelo e laranja vivo próprios de um fim de tarde inesquecível. Rafael continuou a andar. Aqui nada era lhe era estranho. Sentia-se bem com a familiaridade deste local que ele percorrera desde criança. Conhecia tudo com a palma das suas mãos. Os caminhos, as pessoas, os sons, as vistas e inclusive os barcos que partiam e regressavam para alívio de quem os esperava.

Onde estaria ela? Só queria voltar a vê-la. Saber quem realmente era Mariana, embora no seu coração já tivesse uma vaga ideia de quem ela poderia ser. Não quis acreditar que pudesse ser ela. Se fosse, tinha-se enganado redondamente. Não, não podia ser ela, seria uma coincidência que ele não poderia explicar. Afastou estes pensamentos e percorreu a zona ribeirinha, ansioso por rever a mulher que lhe mudara a vida nos últimos tempos.

Não a via em lado algum. Pensou em desistir, em abandonar esta ideia excessivamente romântica de encontrar alguém especial. Ia distraído com os seus pensamentos até que o seu olhar se fixou, ao longe, numa esplanada. Ali estava ela, sentada num banco de frente para os barcos que regressavam felizmente ao final da tarde. Naquele momento, o seu coração perdeu muito do seu entusiasmo. Não podia ser ela. Não podia...

Rafael suspirou. Foi ao encontro dela. Já não podia evitar o encontro pois ela também já o avistara. Ela sorria, parecendo aliviada por revê-lo, um sentimento que ele agora não partilhava.

“Olá Rafael.”
“Afinal és tu. No fundo, nem quis acreditar que pudesses ser tu.”
Mariana ignorou a reacção fria de Rafael. Estava preparada para o que viria a seguir. “Fico feliz por teres vindo.”
“Não sabia se “a” ia encontrar, passou uma semana. Agora encontro-te a ti. Diz-me que não és a mesma Mariana.”

“Esperei todos os dias por ti. Hoje era a última vez que aqui vinha.”
“Não quis imaginar que pudesses ser tu. Não quis mesmo. Naquela noite quase não te reconheci. Estás muito diferente, Mariana.”

“Sim, sou eu mesmo, Rafael. E estou desesperada por um beijo teu.”
“Primeiro explica-me tudo. Já sei que me mentiste. Nunca foste amiga da Patrícia, pelo menos da Patrícia que eu conheço. Nunca gostaste dela e nunca fizeste um esforço para o esconder. Lembras-te disso?”

“Desculpa ter-te mentido, mas é complicado…”
“Não é, a sério que não é. É tudo mais fácil quando se conta a verdade. E quando nos conhecemos há três anos atrás, poucas vezes me contaste a verdade.”

“Eram outros tempos, Rafael. Passou-se muita coisa na minha vida. Mas tens razão.”
“É o mínimo, Mariana. Há muito tempo que me deves algumas respostas.”

“Não queria que soubesses o que se passou, mas tudo bem, eu conto-te. Está mais que na hora.”

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Amor e Outras Coisas (capítulo seis)

Amor e Outras Coisas (capítulo um)
Amor e Outras Coisas (capítulo dois)
Amor e Outras Coisas (capítulo três)
Amor e Outras Coisas (capítulo quatro)
Amor e Outras Coisas (capítulo cinco)


Aquelas poucas palavras renovaram-lhe a esperança. Sentia a emoção ao vir de cima ao mesmo tempo que as dúvidas também se apoderavam do seu coração. Quando é que seria o encontro? No dia seguinte? Teria a sua oportunidade já passado? Passara uma semana e só agora é que ele tinha encontrado este bilhete misterioso.

Teria ela estado à espera dele num desses dias e entretanto já desistido de tudo?

Olhou para o relógio. Os ponteiros aproximavam-se das cinco da tarde. Ainda não entardecera. Pelo menos não de todo. Rafael sabia perfeitamente onde devia estar. Debatia-se com os seus próprios sentimentos. Devia ir? Sim ou não? Sentia-se nervoso, sem saber muito bem o que pensar ou o que fazer. Fechou os olhos. Estava sozinho em casa e havia um jantar já combinado com Rita, o que neste momento lhe parecia um contratempo no seu dia quando agora lhe surgia uma oportunidade de ir atrás da felicidade. Mas e Rita? O que fazer? Ele aceitara, a muito custo, o convite e agora teria de o cancelar. Foi até à varanda para respirar outro ar e olhar para o dia fantástico que estava lá fora.

O que viu deixou-o rendido. Não teve mais dúvidas. Aliás, para quê duvidar e perder mais tempo se o sinal ali estava tão presente? Olhou para o céu em tons azul e laranja que brilhava intensamente, convidando-o a sair. Abandonou todos os pensamentos que o levavam a Rita. “O Amor nunca esteve ali”, pensava ele para si próprio.

Rafael inspirou fundo, abandonou a varanda, saiu de casa e, de coração cheio, dirigiu-se ao local de onde os barcos partem mas regressam sempre.


Estaria Mariana lá? Ou seria demasiado tarde?

1 de Dezembro... Dia Mundial da Luta contra a Sida.

Hoje assinala-se o Dia Mundial da luta contra o VHI/SIDA. Um dia para despertar e para alertar para esta pandemia que afecta todo o mundo. Um dia para mudar as mentalidades.

Daqui envio toda a minha energia positiva para quem é portador do vírus. Força!
Juntem-se ao meu apelo para que este mundo seja um lugar melhor.  

#Não ao medo.
#Não ao estigma.
#Não à discriminação.
#Não à ignorância.